Hiltor Mombach

Relembre a passagem de Cuca pelo Grêmio em 2004

A única passagem de Cuca como treinador do Grêmio aconteceu em 2004.
Ele assumiu em 11 de setembro no lugar de Plein.
A situação financeira do Grêmio era dramática.
A folha salarial estava abaixo dos R$ 500 mil.
No dia 17 de setembro, seis dias após ter assumido, Cuca fez esta frase:
"Se em três meses eu tiver que ir para o buraco junto, vamos lá."
O Grêmio havia perdido um Gre-Nal.
Cuca dava garantias de que, mesmo sem a vinda de reforços, seria possível reverter a situação do Grêmio e afastar a equipe da zona de rebaixamento no Brasileiro.
O Grêmio tentava a liberação de Leandro Smith e Simão, do Goiás, sem sucesso.
Romerito, do Santo André, havia sido tentado.
Os nomes de Dediram, também do Santo André, e Doriva, do Joinville, estava na lista.
Com o clube em crise o time afundando, Cuca faria, depois, outra frase de efeito.
"Se você der as costas e tentar fugir, a onda te afunda. É preciso manter o leme firme para vislumbrar um horizonte melhor".
No dia 27 de outubro, 46 dias depois ter assumido, Cuca largou o barco, afundou, viu-se sem horizonte.
Uma reunião em Belo Horizonte, onde o Grêmio havia perdido por 2 a 0 para o Cruzeiro, não durou nem alguns minutos.
"Ele foi muito lacônico", revelou o vice de futebol Hélio Dourado.
Cuca sequer foi para o Olímpico com o restante da delegação.
No caminho, o ônibus que levava o grupo deixou o técnico no hotel em que está morando, na capital.
Mais tarde, Cuca explicaria sua saída pela vontade de ajudar o Grêmio.
O técnico lembrou que não vinha mais conseguindo mobilização.
"Um técnico motivador é muitas vezes motivado pelo próprio grupo de jogadores.  Isso é fundamental".
No dia 28, Claudião já estava no Olímpico.