Renato lembra o slogan do período da ditadura militar que dizia "Brasil, ame-o ou deixe-o."
Não há debate quando o assunto é o icônico jogador/treinador que virou estátua. Quem é a favor não aceita discutir sua permanência no cargo com quem é contra. É radicalização plena.
Renato acumulou crédito para que sequer seja colocada em pauta sua saída após seis derrotas em oito jogos pelo Brasileiro. Carrega uma Copa do Brasil, uma Libertadores, uma Recopa e uma pilha de regionais. Mais: revelou mais de uma dezena de jogadores que encheram os cofres do clubes de dólares e euros.
A pergunta que se faz é: e se o Grêmio perder o Gre-Nal de sábado, Renato ficará prestigiado? Acho que não.
Quando Pedro Paulo Záchia entregou para Ibsen Pinheiro o cargo de vice de futebol tinha a convicção de que Ibsen jamais seria demitido pela sua importância histórica para o Internacional. Ibsen saiu porque pediu demissão.
Certeza, só uma. Fosse outro o treinador (com exceção a Felipão, talvez) e já teria sido demitido. Mas Renato é Renato.
