Hiltor Mombach

Renato e Vicente: marcando território

Renato e Vicente: marcando território

Cinco oceanos separam a intuição do fato. Escrevo baseado tão-somente na minha intuição. Para concluir que há uma queda de braço entre Renato e Antônio Vicente Martins. Por afirmação no poder. Estão marcando território. Não confundir queda de braço com rota de colisão. Embora o primeiro leve ao outro com o tempo.
Cinco oceanos separam a intuição do fato, mas minha intuição é baseada em fatos. Dois. Não vai muito, Renato cometeu a seguinte frase: “Quem gosta do Grêmio fecha a boca. Eu estou pedindo”.
Pretendia dar um basta no vazamento de informações. Vicente contra-atacou: “Quem dirige o clube é o dirigente. Quem treina, quem escala, é o treinador.” Deveria ter silenciado, pois pareceu ter vestido a carapuça. Não era ele o espalhador de tititis.
Agora, diante do tremendo esforço para repatriar Rodrigo Caetano, e da negativa do profissional, Renato cutucou: “Eu avisei eles há 30 dias que o Rodrigo Caetano não vinha, mas eles tentaram. Não vejo esta importância. Até porque o treinador sou eu e o jogador que chegar terá de ter o meu sim ou o meu não”.
Vicente replicou. Garantiu que o Grêmio irá contratar um diretor-executivo e alfinetou: “O Renato não podia ter essa certeza porque ela só foi dada pelo Rodrigo na última segunda-feira. Não sei de onde ele tirou.”