Hiltor Mombach

Renato. Guto, estofo...

Com o passado invadindo o presente foi reler “De Belém a Yokohama”, livro de Fernando Carvalho. Para provar bem provadinho que o remédio para este Inter é o Inter de um passado bem recente. A farmácia do Inter está no Beira-Rio.
No livro ele relata uma história cabeluda, um motim antes de uma viagem do time.
A rebelião foi contida no berro por um apavorado Fernando com aquilo que parecia improvável, a ajuda do líder rebelde.
O dirigente vai despejando as palavras e em certo ponto revela que se o treinador na época fosse Abelão ou Muricy a insurreição talvez nem tivesse acontecido.
Num debate ao vivo na página do Correio do Povo no Facebook perguntei se entre ser dirigido por Clint Eastwood ou Quentin Tarantino os atores Jack Nicholson ou Anthony Hopkins optariam por trabalhar com um diretor emergente.
É uma comparação grosseira, sei, mas pergunto: isto também não serve para o futebol?
Estou falando de Guto Ferreira e Renato.
Guto é um treinador emergente, assim como era Renato não vai muito tempo.
A diferença é que este Renato atual está chumbado ao estofo que só o tempo dá.
Mesmo jovem, já é um cascudo.
Acho que nem ele, Renato, percebe a sua imensa evolução como técnico.