A necessidade é a mãe da inovação e da invenção.
Adriel, Gustavo Martins, Mila, Nathan Fernandes e Cuiabano jogaram no sábado na vitória do Grêmio sobre o Athletico por 2 a 1.
Todos têm algo em comum: são da base.
Luan, Pedro Rocha e Everton Cebolinha já estavam afirmados quando Renato assumiu o time em 2016.
Com eles, o Grêmio conquistou a Copa do Brasil. Arthur foi lançado por Felipão. Aturou 45 minutos diante do Aimoré e desapareceu.
Não teve chance com Roger.
Posso dizer, então, que Renato é o criador de Arthur.
Estamos diante de um treinador que não tem medo de investir na garotada.
Há muita diferença entre a passagem anterior e esta.
Em 2016, encontrou alguns garotos afirmados. Agora, está literalmente revelando pratas da casa para o mercado.
A gestão Romildo garantiu sucessivos anos de superávit (com exceção do segundo ano, quando recebeu R$ 100 milhões de luvas da TV) graças à exportação de jogadores da base. Estima-se que no total o clube tenha faturado R$ 800 milhões em oito anos.
Alguém já disse que Renato vem num pacote.
Tem o ônus e o bônus. O bônus compensa com larga vantagem.
