Hiltor Mombach

Renato, o melhor dos técnicos

Discute-se em que categoria de técnico Renato Portaluppi está.
E há quem ache que nem treinador ele é.
É como se, encaixando-o na primeira classe, haveria garantia de título e, na última, risco de Segunda Divisão.
E como se fosse possível dividir os treinadores em categorias.
Se fosse possível, Luxemburgo estaria na primeira, não?
Colocou o Grêmio na Libertadores.
Isto Renato também fez e de forma espantosa.
Empatados, portanto.
O que não significa rigorosamente nada.
Trata-se de um debate inócuo, como tratar do sexo dos anjos.
Em que categoria de treinador seria enquadrado meu querido amigo Espinosa com seus 35 anos quando, saindo do São Bento, deu ao Grêmio o título Mundial de 1983?
E Carpegiani, quando, aos 32 anos, noviço como técnico, levou o Flamengo ao topo do mundo?
Nos apressamos em aposentar treinadores (mea culpa) e Felipão nos joga na cara um estupendo 3 a 0 sobre a poderosa e decantada Espanha e o título da Copa das Confederações.
Nos apressamos em criar categorias de técnicos (mea culpa) depois de ver Andrade recuperar o Flamengo no meio do caminho para dar um título do Campeonato Brasileiro de 2009.
Renato está na categoria de Renato e não cabe em estereótipo.
Quando o coração de quem mais entende Renato, o dos gremistas, está feliz, é porque o Grêmio trouxe o melhor dos treinadores.