Hiltor Mombach

Renato, o "só motivador"

Está lá, no twitter de Adalberto Preis, a ironia sem sutileza: “Dá-lhe “só motivador”... Nos serve!”
Renato caberia num slogan: ame-o ou seque-o.
Há quem seque até quem elogia Renato.
Vejam meu caso.
Dias atrás recebi um e-mail me rotulando de oportunista por glorificar o momento do Grêmio e acrescentava:
“Quero ver o que tu vais escrever quando Renato começar a perder”.
Oportunista é quem fica de tocaia esperando o tropeço. A glorificação em futebol é sempre pontual, pois vento que venta Sul hoje vira Nordestão amanhã.
Pois o “motivador” Renato, que em 2010 colocou o Grêmio na Libertadores, tendo sob o seu comando 68% de aproveitamento no Brasileiro, vem cometendo façanhas neste retorno.
Falo da vice-liderança, dos 61,6% nos 20 jogos em que está no banco, e de ter implantado dois esquemas de jogo de sucesso em três meses. Tem time com treinador procurando esquema há 10 meses.
Bancou um 3-5-2 e passou para um 4-3-3 sem armador, com três volantes e três atacantes. Esquemas nada ortodoxos, malucos no papel que estão aprovando em campo. Não precisou de um medalhão como bengala, pelo contrário, abriu mão de Zé Roberto.
Renato está olhando 17 treinadores e um interino pelo retrovisor, todos atrás na tabela de classificação. Entre eles, alguns consagrados, com passagem pela Seleção.
Encerro como abri, com a frase do querido Preis: “Dá-lhe “só motivador”... Nos serve!”