RENATO, POR UM TORCEDOR
Sempre torci por Renato Portaluppi, mesmo não o tendo visto jogar pelo meu tricolor. Ele sempre foi para mim o maior de todos os ídolos do Grêmio. Maior que Darnlei, que Arce, Rivarola, Adilson, Dinho, Jardel ou Paulo Nunes. Dos seus pés saiu o passe para o gol do primeiro título da Libertadores. E não parou por aí, fez DOIS gols na final do Mundial. Tem como não gostar de Renato?
Meu pai sempre dizia que Renato foi o melhor que já passou pelo tricolor. Homenageou o craque com o nome de meu irmão. Por onde passou torci por Renato. Vibrei com o gol de barriga na final do carioca de 1995, pelo Flu. Torci como se fosse pelo Grêmio em 2008 na Libertadores com Flu. Torci quando não esteve bem, no Vasco. Esperava sua volta à primeira divisão com o Bahia. Voltou antes e para o meu tricolor.
Se sempre torci por Renato, como não torcerei agora, com ele vestindo o manto sagrado novamente, mesmo que seja pelo uniforme de treinador. Não verei nenhum gol de Renato nesse retorno, mas espero que traga de volta nossa raça e galhardia, que tanto tem faltado.
Renato, que em latim significa renascer. Que renasça junto com Renato o velho Grêmio. O Grêmio que literalmente suou sangue com De Leon, o Grêmio que é o exército espartano, o Grêmio que tanto temos saudades.
Ricardo da Conceição 27 anos
Bento Gonçalves
