Hiltor Mombach

Renato quase foi para o Operário

Mais um trecho da entrevista realizada por este colunista e pelo editor de esportes Carlos Corrêa com Fábio Koff

Mais um trecho da entrevista realizada por este colunista e pelo editor de esportes Carlos Corrêa com Fábio Koff e publicada no Correio do Povo em 13 de agosto de 2017. É o relato de quando o Grêmio quase perdeu seu craque Renato.
“Em 1982, quando assumi o Grêmio, fiz um departamento de futebol e dei uma autonomia relativa para eles. As contratações tinham que passar por mim e pelo tesoureiro. 
Um dia, estava na sala da presidência e o Verardi ligou para mim perguntando se eu poderia dar um pulo no futebol. O Grêmio tinha contratado um ponta-esquerdo chamado Isaías, do Maringá. E o ponta-direita do Maringá era um tal de Paulo César.
Então fizeram uma reunião no departamento de futebol e iam me pedir que contratasse o Paulo César. Me falaram que já haviam entrado em contato com o jogador. Tchê, mas o Maringá era o campeão do Brasil? Pegamos o ponta-esquerda e agora queríamos o ponta-direita? Disse que não tinha dinheiro para contratar.
‘Mas precisamos de mais um ponta-direita, só temos o Tarcísio’, me alegavam. Peguem o Renato, eu disse: ‘É forte, é guri, quer crescer’. Aí me contaram que estavam fazendo um outro negócio com o Renato, entregando ele para o Operário do Mato Grosso e trazendo de lá o Jorge Leandro. 
‘Estavam fazendo, não estão mais’, avisei. Não abria mão do Renato. O que contrariou profundamente o (técnico) Ênio Andrade, que não gostava do Renato. Ele deixou o Renato na reserva todo o ano, só jogou a última partida do Campeonato Brasileiro porque o Tarcísio levantou mal, teve uma noite muito ruim.”