Hiltor Mombach

Renato, salvador outra vez

Renato, salvador outra vez

O Grêmio de Duda Kroeff só fazia afundar no Brasileiro de 2010 e, na zona do rebaixamento, namorava a lanterna da competição quando, de uma penada, Duda demitiu Silas, afastou Meira e mandou desembarcar Renato. O que se viu não será esquecido. O Grêmio obteve um aproveitamento de 72% no returno, 10% a mais que o campeão Fluminense, e, quarto colocado, garantiu uma vaga na Libertadores.

Em 5 de dezembro, o Grêmio entrou em campo para sua última partida e bateu o Botafogo por 3 a 0. O time: Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Adilson, Rochemback (Neuton), Lúcio (Gilson) e Douglas; Jonas e André Lima (Diego). Dez dias depois, Paulo Odone assumia a presidência.

Nestes cinco meses, o Grêmio perdeu o goleador do último Brasileiro, Jonas, e contratou Rodolfo, Lins, Pacheco, Carlos Alberto e Escudero. Aprovar mesmo, nenhum deles aprovou, sendo que Carlos Alberto já foi mandado embora. A base é a mesma deixada por Duda. Os reforços estão por desembarcar.

Salvador do segundo semestre da gestão Duda (o Grêmio foi campeão gaúcho no primeiro), Renato tem agora a missão de salvar o ano do fracasso total. Pelo menos na arrancada terá que tirar leite de pedra. A atual gestão confia no pensamento mágico de que se Renato salvou Duda, salvará Odone e seus pares.