Hiltor Mombach

Respingos do caso Gladiador

Caso foi comentado na reunião do CD de segunda-feira

Reunião virtual do Conselho Deliberativo do Grêmio de segunda-feira. Aprova aqui, ali e vai para os assuntos gerais.

O conselheiro André Kruse pergunta se Gustavo Zanchi integra o conselho da Arena Porto Alegrense. São dois indicados pelo clube e três pela OAS. Kruse não havia lido em lugar algum da indicação de Zanchi. Mas tinha a informação.

Carlos Amodeo, CEO do Grêmio, confirma.

Kruse fez uma observação pertinente. Zanchi era CEO do Grêmio no caso Kleber Gladiador. Como poderia ser indicado agora para o conselho da Arena? Ouviu de Amodeo que eram cargos diferentes.

Lembrando o caso Kleber. O clube atrasou o pagamento de uma parcela rescisória, o jogador reclamou e a Justiça mandou pagar R$ 2.587.500,87, com vencimento antecipado de parcelas vincendas que somavam R$ 6.230.112,07, totalizando R$ 8.817.612,94. 

Romildo Bolzan instituiu uma sindicância presidida por Gabriel Fadel. O Grêmio afastou Mauro Rosito, que era funcionário e dirigente sindical. Rosito ganhou na Justiça.

Da decisão: “Observa-se da prova dos autos, já abordada anteriormente, que a função exercida pelo autor anteriormente ao afastamento (Gerente Executivo Financeiro), não exige a fidúcia especial a que alude o réu, ao contrário, as decisões dependem, em sua maioria, de um parecer do CEO - este sim, responsável por definir o emprego de quantias significativas de valores”.

Da manifestação do Grêmio: “Aduz a parte autora que a responsabilidade pela manutenção financeira e pagamento das obrigações pecuniárias do clube incumbia ao réu, o qual ocupa o cargo de Gerente Executivo Financeiro, bem como ao CEO na época, Sr. Gustavo Zanchi, sendo que, em relação a este último, não foram cominadas penalidades por ter espontaneamente requerido o seu desligamento do clube após tal fato.”

Este colunista tentou ouvir Amodeo. O celular apontava online  mas não houve resposta. Mais uma vez, portanto, sem surpresa.  O mesmo aconteceu com Zanchi.