Caro Hiltor.
Não pude deixar passar sem apresentar ponderações de caráter histórico
e didático, em resposta ao que foi publicado em 11 de março em seu
blog, sobre o titulo “BEIRA RIO E SEUS PRIVILÉGIOS – DO VEREADOR AO
GOVERNADOR PATRONO E AGORA O CARTEIRAÇO PRESIDENCIAL”, elaborado por
Carlos Josias.
Gostaria de informar que a área onde estava antigamente o Estádio da
Baixada no Moinhos de Vento, vulgo Fortin, pertencia ao Grêmio FB
Porto Alegrense e foi permutada por área mais que o dobro, no bairro
Azenha, onde foi construído o Estádio Olímpico, pois o Grêmio queria
fazer um estádio maior que o Estádio dos Eucaliptos do Internacional,
que havia sediado jogos do Mundial da Fifa de 1950.
O Olímpico foi inaugurado em 1954 e concluído em 1977 (durou 23 anos
para ficar pronto), quando de sua cobertura total.
Quando foi citado que o Estádio Olímpico foi sede de uma Olimpíada, o
prezado autor deve estar se referindo a Olimpíada do Exército ou
Olimpíada Escolar, não mais do que isso.
Na época em que a Fifa escolheu o Estádio dos Eucaliptos para ser uma
das sedes da Copa de 1950 no Brasil, a Prefeitura de Porto Alegre se
comprometeu a ajudar o Inter na sua ampliação, entretanto, somente o
clube teve que arcar com os custos, sem a prometida ajuda mencionada.
Em meados dos anos 50, depois do Inter ser 13 vezes Campeão da Cidade
e do Estado, entre 1940 e 1955, quando o Grêmio nessa época foi duas
vezes e o Renner outra, o Estádio dos Eucaliptos já não suportava a
imensa torcida do Inter, gerando a necessidade de outro estádio.
O processo que gerou a doação da área para a construção do Estádio
Beira Rio, não foi um ato exclusivo do Vereador Ephraim Pinheiro
Cabral conforme citado, pois foi projeto discutido na Câmera de
Vereadores da cidade, onde atuavam ilustres Gremistas, como Otávio
Germano, entre outros, sendo sancionado pelo Prefeito Leonel Brizola,
que recentemente foi revelado ser Gremista.
O mesmo processo democrático ocorreu para que a Construtora OAS,
permitisse construir o estádio ainda sem nome, no bairro Humaitá, onde
o Grêmio o utilizará em seus jogos, através de contrato com essa
empresa, pois aquela área foi no passado, doada pela Prefeitura ao
Circulo Operário. O processo, inclusive, está sendo questionado por órgãos
fiscalizadores estaduais.
O Estádio Beira Rio foi escolhido pela Fifa para ser umas das sedes da
Copa do Mundo, não só por ser o melhor estádio em condições de
utilização em Porto Alegre, mas também, porque a Fifa conhece e sabe
bem quem é o Internacional, pois para quem consulta seu site, está
marcado como Campeão Mundial de Clubes em 2006, por sinal, único clube
gaúcho com esse registro.
Teremos assim, o Estádio Beira Rio como sede da nova Copa em 2014 e o
Internacional o único clube de futebol no mundo a ser proprietário de
dois estádios como sede de Copa, embora, em outras ocasiões de dupla
Copa do Mundo em um mesmo país, prefeituras foram sedes de dois
estádios em épocas distintas e não um clube local.
Creio que foi possível acrescentar alguns fatos para entendimento de
seus leitores.
Atenciosamente,
Ricardo Bestetti
Não pude deixar passar sem apresentar ponderações de caráter histórico
e didático, em resposta ao que foi publicado em 11 de março em seu
blog, sobre o titulo “BEIRA RIO E SEUS PRIVILÉGIOS – DO VEREADOR AO
GOVERNADOR PATRONO E AGORA O CARTEIRAÇO PRESIDENCIAL”, elaborado por
Carlos Josias.
Gostaria de informar que a área onde estava antigamente o Estádio da
Baixada no Moinhos de Vento, vulgo Fortin, pertencia ao Grêmio FB
Porto Alegrense e foi permutada por área mais que o dobro, no bairro
Azenha, onde foi construído o Estádio Olímpico, pois o Grêmio queria
fazer um estádio maior que o Estádio dos Eucaliptos do Internacional,
que havia sediado jogos do Mundial da Fifa de 1950.
O Olímpico foi inaugurado em 1954 e concluído em 1977 (durou 23 anos
para ficar pronto), quando de sua cobertura total.
Quando foi citado que o Estádio Olímpico foi sede de uma Olimpíada, o
prezado autor deve estar se referindo a Olimpíada do Exército ou
Olimpíada Escolar, não mais do que isso.
Na época em que a Fifa escolheu o Estádio dos Eucaliptos para ser uma
das sedes da Copa de 1950 no Brasil, a Prefeitura de Porto Alegre se
comprometeu a ajudar o Inter na sua ampliação, entretanto, somente o
clube teve que arcar com os custos, sem a prometida ajuda mencionada.
Em meados dos anos 50, depois do Inter ser 13 vezes Campeão da Cidade
e do Estado, entre 1940 e 1955, quando o Grêmio nessa época foi duas
vezes e o Renner outra, o Estádio dos Eucaliptos já não suportava a
imensa torcida do Inter, gerando a necessidade de outro estádio.
O processo que gerou a doação da área para a construção do Estádio
Beira Rio, não foi um ato exclusivo do Vereador Ephraim Pinheiro
Cabral conforme citado, pois foi projeto discutido na Câmera de
Vereadores da cidade, onde atuavam ilustres Gremistas, como Otávio
Germano, entre outros, sendo sancionado pelo Prefeito Leonel Brizola,
que recentemente foi revelado ser Gremista.
O mesmo processo democrático ocorreu para que a Construtora OAS,
permitisse construir o estádio ainda sem nome, no bairro Humaitá, onde
o Grêmio o utilizará em seus jogos, através de contrato com essa
empresa, pois aquela área foi no passado, doada pela Prefeitura ao
Circulo Operário. O processo, inclusive, está sendo questionado por órgãos
fiscalizadores estaduais.
O Estádio Beira Rio foi escolhido pela Fifa para ser umas das sedes da
Copa do Mundo, não só por ser o melhor estádio em condições de
utilização em Porto Alegre, mas também, porque a Fifa conhece e sabe
bem quem é o Internacional, pois para quem consulta seu site, está
marcado como Campeão Mundial de Clubes em 2006, por sinal, único clube
gaúcho com esse registro.
Teremos assim, o Estádio Beira Rio como sede da nova Copa em 2014 e o
Internacional o único clube de futebol no mundo a ser proprietário de
dois estádios como sede de Copa, embora, em outras ocasiões de dupla
Copa do Mundo em um mesmo país, prefeituras foram sedes de dois
estádios em épocas distintas e não um clube local.
Creio que foi possível acrescentar alguns fatos para entendimento de
seus leitores.
Atenciosamente,
Ricardo Bestetti
