Rodízio
Fernando Carvalho foi presidente por cinco anos. Na hora de fazer seu sucessor, elegeu como discurso que este deveria ter atuado no futebol. Giovanni Luigi era o homem da vez, mas acabou perdendo a corrida para Vitorio Piffero, então vice de futebol. Com Piffero presidente, Luigi assumiu o futebol e ali ficou evidente: seria o próximo da lista. Quem deverá ser o homem do futebol de Luigi? Roberto Siegmann. Quem deverá ser o futuro presidente do clube por esta lógica? Roberto Siegmann.
O que Carvalho, Piffero, Luigi e Siegmann têm em comum? Todos integram o Inter Grande. Os movimentos de apoio ao Inter Grande perceberam vai tempo que o rodízio no patamar mais alto do clube, a presidência, não espraiaria, e que um presidente do Inter Grande só indicaria para ser vice de futebol alguém do seu movimento. Mantido o sucesso do futebol em campo, com títulos, assistiriam à perpetuação do Inter Grande no poder.
Em tese, e com algumas variantes, isto levou a esta crise da Situação. Affatato e seus pares cansaram da coadjuvância. Para quebrar o monopólio do movimento mais vencedor da história do Beira-Rio, Affatato tenta convencer os sócios de que o fundamental é saber gerir um clube como um todo e não ter exercido alguma função no futebol. Sua missão seria facilitada não fosse o Inter o único a conquistar títulos internacionais (5) no país desde 2006.
