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Rolling Stones tocou no Beira-Rio. Na Arena, tocou o Grêmio. Afinadíssimo. Tocou seu instrumento rolante, a bola, em sintonia com uma arquibancada enlouquecida. Fora do ritmo numa quarta-feira de tirar o fôlego só a LDU. Dançou feio. Caiu de quatro. Ah, as pratas! São emblemáticas. Gol é gol diriam alguns. Que me perdoem, mas há gols e gols. Eram 36 minutos iniciais quando o prata da casa Luan serviu o prata importada Miller Bolaños, que fez 2 a 0. Gol de estreante. O equatoriano Miller lembrou o alemão Goetze. Foi gol de Copa, sim. A Libertadores é a Copa do Grêmio. A vitória era imperativa numa noite em que o Toluca havia arrendado um empate na Argentina. Ganhar já estaria de ótimo tamanho. Ganhar fazendo saldo, com uma atuação de luxo, convincente, certamente deixou o torcedor com a sensação de que o embalo do Brasileiro de 2015 continua aceso. Desta vez, o Grêmio tirou vantagem de jogar com 11 contra 10 e ampliou no segundo tempo: 4 a 0. Com direito a “olé, olé”. A lenda Mick Jagger passou por aqui, deixou saudade e não retorna mais. Já na Arena tem mais show no dia 9. De bola e musical: “Até a pé nós iremos/ Para o que der e vier/ Mas o certo é que nós estaremos/ Com o Grêmio onde o Grêmio estiver...”