Essa empresa foi o Grupo Marcus Evans, que tem uma longa história de negociações de ingressos para jogos olímpicos. Investigações do jornalThe Sunday Times levaram à descoberta de que esse grupo, Marcus Evans, estaria revendendo bilhetes que tinham sido reservados, inicialmente, para os comitês olímpicos da Grécia, de Malta – e da Irlanda. A Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional já abriu sua própria investigação sobre os negócios do Grupo Marcus Evans envolvendo ingressos de jogos. Essa Comissão poderá verificar, por exemplo, se houve envolvimento de Patrick Hickey na alocação de ingressos da Irlanda para os Jogos de Inverno da Rússia, que acontecerão em 2014, para esse mesmo grupo empresarial. Senhor Presidente: Vossa Excelência e os nobres colegas com certeza já perceberam qual é a minha maior preocupação. Eu me pergunto o que vai acontecer com os ingressos para as Olimpíadas do Rio de 2016. Será que o Sr. Hickey vai conceder direitos de venda de ingressos ao grupo que oferecer mais dinheiro? Será que o Sr. Carlos Arthur Nuzman, caso continue o seu reinado à frente do esporte olímpico brasileiro, vai permitir que operadores comerciais assumam o controle da venda de ingresso para os nossos Jogos?