Hiltor Mombach

Romildo e minha paranoia

Mesmo os quero-queros de Osório menos informados das coisas do futebol sabem que o Corinthians leva vantagem quase sempre. Grampeado em uma escura telefônica em 2007, o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, confessou que o título do Brasileiro de 2005 foi roubado.
A taça não veio para o Inter. Ficou em São Paulo.

Romildo Bolzan tem mais do que o direito, está na obrigação de questionar a escalação de Héber Roberto Lopes para apitar Corinthians e Grêmio nesta quarta-feira.
“Ele estava fora do cenário.
Não era nem de longe a melhor opção”, diz o presidente.
Mostrar irresignação depois do leite derramado surge como choro de perdedor.

Há anos venho confessando aqui a minha paranoia: Corinthians e Flamengo são protegidos da CBF e, por tabela pela Globo.
Pode ser vice-versa ou versa-vice.
Pelo menos a questão da verba da TV ficará mais equilibrada a partir de 2019: 40% serão distribuídos de forma igual, 30% por premiação e 30% por audiência.

A atuação de Romildo foi importante na questão da distribuição da verba da TV. Acho, por intuição e por achômetro, que nem CBF nem a TV gostaram de ver o Grêmio escalando reservas dos reservas em alguns jogos do Brasileiro, priorizando a Libertadores, deixando o Corinthians escapar livre na liderança e tirando audiência.