Hiltor Mombach

Ronaldinho no Grêmio? Não

Ronaldinho no Grêmio? Não

A campanha para repatriar o ex-atleta Ronaldo Moreira está cada vez mais forte na mídia.
A lição dada pelo torcedor gremista no jogo de despedida do goleiro Danrlei não foi aprendida. As vaias intensas a Assis Moreira na sua entrada em campo parace que não surtiram efeito. Mesmo quando o empresário marcou um dos gols, a vaia não diminuiu, pelo contrário, o estádio "veio abaixo" numa ação de repúdio a tudo que ouve anos atrás.
Afinal, porque o empresário ouviria a torcida? A sua aparição foi uma cordialidade com Darlei ou um "teste de viabilidade" para a volta de Ronaldo Moreira?
O passado nem sempre é esquecido pelo torcedor. A ida intempestiva para a Itália, o retorno forçado ao Grêmio, o surgimento do irmão que logo saiu do clube (e todos sabemos de que modo) causaram marcas no torcedor gremista.
Assis disse que um dia contaria tudo sobre a saída de Ronaldo Moreira do Grêmio. Até hoje o torcedor aguarda uma explicação dele a respeito.
A história do Grêmio sempre foi forjada a trabalho, amor e dedicação. Quem não enquadra-se neste perfil não entra no coração do torcedor tricolor.
Assis e Ronaldo Moreira tem espaço em diversos clubes brasileiros e quem dera, no Internacional, mas no Grêmio, não tem lugar.
O episódio "Paris Saint Germain" deixou claro que o Grêmio nunca representou algo significativo na vida dos Moreira. A briga judicial poderia ter sido resolvida com um acordo entre partes que se gostam, mas obviamente não era o caso.
Por fim, a nova direção não compraria um problema do tamanho da torcida gremista para "tentar" administrar um possível sucesso ou fracasso.
Vários clubes estão interessados no jogador do Milan, veja o exemplo do Palmeiras.
Se o Grêmio pretende fazer uma ação de marketing e utilizar um grande jogador para obter retorno financeiro, não há dúvidas de que uma centena de atletas poderiam cumprir este objetivo.
Veja o alvoroço que Renato Portaluppi proporcionou no estádio Olímpico.
Nada contra Ronaldo Moreira, mas o torcedor quer um ídolo, um jogador que identifique-se com o clube, que lute pela mesma causa.
Neste momento clube e torcida estão unidos, o time fechou em torno de Renato.
O ano de 2011 é promissor dentro de campo.
Passado é passado.
Essa é a opinião de um torcedor.

Fábio Mundstock
Sócio Patrimonial