Vendo o peixe como comprei. Corria o ano de 2004 e o Grêmio despencava na tabela do Brasileiro. Entrou uma grana alta ainda pelo “roubo” de Ronaldinho e importante dirigente sugeriu ao então presidente Obino que fosse aplicado em contratações. Temia pelo rebaixamento, Obino não cometeu a frase “time grande não cai” porque o Grêmio já havia caído uma vez. Mas não levou o conselho adiante. Optou por saldar uma dívida bancária obtendo considerável desconto. O Grêmio caiu.
O mesmo dirigente tem certeza de que se Obino tivesse contratado reforços o Grêmio não teria sido rebaixado. Pagou o banco e, em 2005, o clube teve enorme prejuízo institucional para a sua imagem e também financeiro com o corte de 50% da verba da TV.
Lembrando que Obino herdou um clube quebrado. A folha de pagamento dos jogadores, superior a R$ 2 milhões em 2002 (alguns recebiam 200 mil dólares/mês), caiu para cerca de R$ 500 mil. O Grêmio foi engolido pela falência da ISL e enfrentou muitas ações judiciais. Depois disto, montou vários condomínios de credores. Levou quase uma década pagando contas.
