Hiltor Mombach

Roth é daqui

Assim como aquela propaganda de cerveja, Celso Roth é daqui. Nenhum treinador jamais sonhou ser tão amado no RS. Cometendo um exagero diria que a metade gremista quer vê-lo no Inter e a metade colorada clama por ele no Grêmio. Só o boato de que ele poderá assinar por dois anos com o Atlético Mineiro entristece o estado. O que faremos sem Roth?
Se Roth é turrão, seu fake é pura diversão: “Oscar é muito novo, Sóbis não está em forma, Cavenaghi não faz gol e Tinga não solta a bola. Definitivamente voltará o Wilson Mathias.” O Juremir gosta do Roth. Carvalho e Pelaipe adoram Roth, numa prova provada de que agrada a gregos e troianos. O Reche acha que ele deveria assinar com Inter e Grêmio. Nada mais justo. Que fique aqui, recebendo dos dois, para as emergências. Roth é o pronto socorro da dupla. Foram sete passagens por Beira-Rio e Olímpico. Até os quero-queros, sempre tão defensivos, são fãs de Roth.
Lancei ontem no meu blogue a enquete “quem você acha que deveria treinar o Grêmio em 2012?” Opções: Celso Roth, Jorginho (Figueirense), Caio Júnior, Luxemburgo, Portaluppi, Tite e nenhum deles. Foram mais de 23 mil votos num vapt-vupt. Nunca se votou tanto em tão pouco tempo. Roth havia recebido 21.400, o que mostra que os colorados andam muito mais ligados. Isto é Roth, um treinador contagiante. Não há como ficar indiferente a ele. Decididamente Roth é o mais fenomenal dos fenômenos.