Hiltor Mombach

Roth, das conversas

Celso Roth fica no Grêmio ou sai? Há um ditado que diz que “para bom entendedor meia palavra basta”. Transcrevo para o senhor e a senhora três conversas que tive na segunda-feira. Vamos responder juntos à pergunta.
A primeira conversa deu-se no programa “Ganhando o jogo” da Rádio Guaíba, com a presença de Roth. Questionado se ficaria ou não, respondeu: “É certo que eu fico no Grêmio desde que exista o interesse mútuo. Até onde eu sei, existe”.
Eram 16h quando recebi, via e-mail, a seguinte informação: “Encerrada reunião. Caio Júnior será anunciado segunda feira que vem. Vale um café se eu errar.”

Telefonei para Jorge Machado, o empresário de Roth. Quis saber se ele havia participado de uma reunião com o diretor executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, durante a tarde. Diante da confirmação, perguntei sobre o resultado do encontro: “Tem muita coisa pegando. Não posso dizer nada. Tem muita coisa pegando”.
Disparei mais um telefonema. Desta vez para alguém do Grêmio, que pediu para não ser identificado e com a pergunta do dia: Roth fica ou não no Olímpico. A resposta está abaixo.

“Não dá para começar um ano sob pressão. No primeiro tropeço de 2012, pode ser contra o Lajeadense ou Novo Hamburgo, pouco importa, o torcedor começará a pedir a cabeça de Roth. Mais: será importante para ele buscar novos ares. Só que o clube não pode dizer isto agora. Temos que esperar o final do Gre-Nal. Somos muito agradecidos ao Roth por tudo que ele fez. O Grêmio está numa situação confortável na tabela do Campeonato Brasileiro e vai para a Sul-Americana. Somos gratos por ele ter revelado Fernando e achado a melhor função do Mário Fernandes.”

Imagino, amigo leitores, que se possa concluir, com convicção, de que Roth está fora do Grêmio. Mas, e há sempre um mas em tudo, há mais coisas entre a informação confidencial e a tornada pública do que pode alcançar a nossa vã filosofia.