ROTH PASSADO A LIMPO
Contribuição de Marcelo Figueiredo
Celso Roth tem duas passagens pelo Inter, 97-98 (uma temporada e meia) e 2002 (chegando em meio ao Brasileiro).
A primeira passagem foi muito festejada, tendo vencido o Campeonato Gaúcho em cima do Grêmio (que na época empilhava títulos) e comandando a equipe em uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Pela Copa do Brasil 1997, Roth levou o Inter às quartas-de-final, caindo para o Flamengo (Beira-Rio: 1x1; Maracanã; 0x1).
Demonstrando aquele que seria seu padrão até os dias de hoje, o Inter de Celso começou o Brasileirão 97 de forma espetacular: 9 vitórias e 4 empates nas 13 primeiras partidas, com direito a goleada de 5x2 em um Gre-Nal histórico. Christian era o maior destaque, já acumulando 11 gols, e (Uh!) Fabiano encantava.
Na rodadas seguintes, soava o alarme: derrotas para o Juventude, a touca, dentro do Beira-Rio, Vasco da Gama e Sport, fora de casa, tudo em sequência.
Até o final da fase classificatória, o Inter ainda faria grandes apresentações, como um 4x0 sobre o Flamengo e 7x0 sobre o Bragantino. Campanha final da primeira fase: 15V, 6E e 4D, 68% de aproveitamento.
Mas o refri era de 2L e o gás acabou antes do fim. No quadrangular semi-final a equipe afundou com 2 vitórias e 4 derrotas, perdendo duas vezes por 0x1 para o Palmeiras de Felipão (que acabaria com o vice-campeonato), sofrendo uma goleada de 0x4 para o Santos e ainda perdendo para o Atlético-MG em Minas (2x3).
De qualquer forma, a campanha dentro do Beira-Rio foi notável: 11V, 1E e 2D, 81%, 37 gols marcados e apenas 7 sofridos. Simplesmente o melhor retrospecto como mandante desde que a vitória passou a valer 3 pontos (1995).
O time base era André; Enciso, Marcão, Régis e Luciano; Ânderson, Fernando, Sandoval e Arílson (Marcelo); Fabiano e Christian. Christian, aliás, meteu 23 gols, sendo o artilheiro máximo do Inter em uma edição do Campeonato Brasileiro.
Em 1998 a coisa foi bem diferente.
Para começar, uma eliminação humilhante para o América-MG na primeira fase da Copa do Brasil. Lá perdeu por 0x1 e aqui venceu por 1x0. Nos pênaltis: 2x4.
Pelo Gauchão 98, final contra o Juventude, perdendo por 1x3 em Caxias e empatando em 0x0 no Beira-Rio. Derrota histórica que decretou o fim de uma hegemonia da dupla grenal em gauchões que vinha desde 1954. Celso Roth fora. Cabe lembrar que pouco tempo depois, ainda no começo do Brasileiro ’98, o treinador assumiria pela primeira vez o comando do rival, ficando por lá durante mais de um ano. Alguém lembra dos problemas com Ronaldinho Gaúcho?
2002 marcou o primeiro ano de Fernando Carvalho como presidente do Inter e o técnico escolhido foi Ivo Wortmann. O treinador, com má campanha na Copa do Brasil e Copa Sul-Minas, não conseguiu chegar até a final do Supercampeonato Gaúcho, dando lugar a Guto Ferreira, que, além de conquistar o título regional sobre o XV de Campo Bom, comandou o Inter em 5 rodadas do Brasileirão (1V, 2E e 2D).
Então Celso Roth assumiu o cargo.
Nas primeiras 5 partidas, 3 vitórias e 2 empates!
Os problemas com a torcida começaram com a sistemática não-escalação do lateral Chiquinho, que havia sido a sensação da goleada de 3x0 sobre o Santos.
Nas 11 partidas seguintes, 2 vitórias, 3 empates e 6 derrotas.
Fiascos, dentro do Beira-Rio, diante do Figueirense de Muricy (2x4), Paraná (1x2), Goiás (1x2), Grêmio (0x1) e Coritiba (0x1), selaram a demissão do treinador.
A campanha total de Celso Roth em 2002 foi de 5V, 5E, 6D, 41,6%.
E o pior, faltando 4 rodadas para o final do campeonato, o colorado estava com um pé na série B.
Claudião assumiu, empatou uma, perdeu duas mas ganhou lá do Paysandu e milagrosamente impediu o descenso.
Neste ano a equipe contava com preciosidades como Cleitão, Claiton, Luizinho Neto, Geninho, Carlos Miguel e sua barriga, Alexandre Pit-Bull, Chris, Ronaldo, Duílio, etc. Os destaques eram Mahicon Librelato, Fernando Baiano, Fabiano Costa, Clemer (primeira temporada no Inter), Daniel Carvalho (bastante fora de forma, teria seu grande ano em 2003), o jovem Cleiton Xavier e o zagueiro Luis Alberto.
Maus momentos...
Sorte ao novo treinador.
