Roth, vítima de teimosia
Quase não falei sobre a queda de Roth. Terei que retomar o assunto. Para dizer que Roth foi vítima da teimosia.
Ao assumir o Inter, em junho de 2010, Roth achou um esquema de jogo. Tropeçou num 4-2-3-1. Que só funcionou porque havia Taison, que fazia muito bem o vaivém. Neste sistema, o Inter passou pelo São Paulo na semifinal com uma derrota e uma vitória e, depois, com duas vitórias, bebeu o Chivas. Estamos diante de um aproveitamento de 75%. E do bi da Libertadores.
Roth insistiu com o 4-2-3-1 no Brasileiro. Entrou em 7. Embarcou com o funesto sistema para Abu Dhabi e levou uma tunda do Mazembi, que tirou o time da final. Na briga pelo terceiro lugar, bateu os coreanos do Seongnam. Aproveitamento de 50%.
Veio o Gauchão de 2011 e, mesmo contando com atacantes como Sobis e Cavenaghi, manteve o 4-2-3-1, com Damião como único atacante. Esquema adotado também na Libertadores.
Os números diziam para Celso Roth que as coisas iam de mal a pior: nos últimos quatro jogos pelo regional, todos contra rivais modestos, o time havia marcado dois míseros gols. Mesmo assim, teimoso, ele embarcou para o México, para encarar o Jaguares, levando o 4-2-3-1. Perdeu por 1 a 0. Foi a gota d’’água. A direção seguiria resistindo à carranca de Roth. Não foi isto que o tirou do Inter. Roth perdeu para o 4-2-3-1. Para sua teimosia.
