Bom Dia, Hiltor:
Desculpe-me, mas permita discordar pelo menos uma vez: acho que o Veranópolis e os demais que rejeitaram sua vaga para a Série D, não tem o que estrilar e lamentar. Só clubes que querem mesmo, de verdade, com vontade e valentia, é que se habilitam a prestigiar seus torcedores e honrar suas tradições. O caso específico do Juventude, que, apesar de suas dificuldades “momentâneas”, não desiste, não se entrega, não joga a tolha. Ao contrário: postula por seu lugar ao sol, com a injustiça de ser o vigésimo sexto do ranking nacional e não receber um quinhão a mais por isso, ainda mais às vésperas de comemorar o seu Primeiro Século. Eu acho que isso mostra a nossa grandeza e, por outro lado, evidencia uma verdade: basta de clubes sazonais e de empresários que botam seus jogadores na vitrina, usando um clube e um campeonato e depois os recolhem, botam-nos numa bagagem e fazem novo pacotão para oferecer para os trouxas. Não se faz futebol dessa maneira, meu caro Hiltor! O Clube que é Clube tem que se dar o respeito e não aproveitar de oportunidades espúrias e inconfessáveis, até para dirigentes aparecerem, se exporem à Mídia e depois se candidatarem a cargos políticos ou levar alguma vantagem em suas comunidades. Enquanto isso, os clubes que se lixem. O Noveletto alega que o Brasil, o Esportivo e o Inter-SM ficaram na situação onde estão por terem jogado as séries mais inferiores dos diversos brasileiros. Inverdade! Nem Esportivo e nem Inter de Santa Maria participaram de uma só competiçãozinha desse nível. Enquanto o Brasil já vinha e vem mal das pernas há anos, nada tendo a ver com sua participação nacional, para a qual, inclusive, sei que faz questão de estar presente. A CBF fez o que tinha que fazer. Os clubes é que fecham suas portas precipitadas e não se mantém como tal, como entidades que devem VIVER o ano inteiro. Depois, se queixam que seus torcedores não apóiam. Mas de que jeito?
Sugiro que leias o que escrevi no site do JU.
Com um grande abraço e a amizade de sempre.
Chico Michielin
