Hiltor Mombach

Síndrome do cusco gaudério

Os colorados estão de cabelo em pé. Começam a temporada num desalento de dar dó. Não é para menos. O Inter está perdendo sua alma. O time vai ficar em Porto Alegre e a alma na China. O Inter será um time sem alma. Estou falando de D’Alessandro. O companheiro Juremir Machado da Silva trocou a quadra de futebol de salão pela Igreja. Tem sido visto rezando para que Luigi mantenha o Gringo. Usou o seu blogue para externar seu desespero. Está em campanha aberta. É o “fica, D’Ale!”.
“Essas coisas mostram que o Brasil ainda é uma republiqueta de bananas. Qualquer país, até a quebrada Espanha, nos tira os maiores talentos. Somos um país exportador de alimentos e de homens. Só ficamos com o resto. Se D’Ale sair será a prova de que não passamos de um exportador de commodities, de um entreposto da Europa e da Ásia. Qualquer dia, a África levará nossos melhores jogadores. É verdade que alguns voltam ligeiro. Mas D’Ale, se for, não voltará.” E segue choroso.
“Espero que D’Ale fique e que jamais alguém possa dizer novamente que a Terra é azul. Se o Inter der metade do que os chineses oferecem, D’Ale fica. Tenho certeza disso. Deixá-lo sair não é complexo de vira-lata. É síndrome de cusco gaudério.” E arremata com uma conclamação: “A torcida colorada deveria cercar o Beira-Rio para impedir a saída de D’Ale.”