Hiltor Mombach

Só Damião salva

Pato, Robinho, Neymar, Fred... Mano Menezes precisou recorrer a um coadjuvante para sair da alça de mira da CBF depois de ter fracassado na Copa América e em amistosos contra Argentina, Alemanha e França. Precisou de Damião, autor do gol da vitória contra a violenta seleção de Gana, do artilheiro da temporada de 2011 com 36 gols em 44 partidas.
Conto, aqui, um dos principais motivos pelos quais o Inter não vendeu Damião agora, mantendo o atacante no Beira-Rio no mínimo até o final da temporada: desde que apareceu para valer, há um ano, numa vitória contra o Chivas que daria o título da Libertadores, só faz ascender. Não foi assim com Taison, por exemplo, que teve altos e baixos. Se o Inter duvidasse que esta ascensão seria brecada por um fator qualquer, teria vendido o jogador.
Damião está um fenômeno. Anotou dois ontem, o primeiro anulado justamente. Marca de pé direito, esquerdo, cabeça, bico, bicicleta... Nem Neymar, nem Robinho, nem Pato... Mano precisou de Damião, o atacante que ele relegou na Copa América, como quem desconfia dos atributos, para respirar aliviado. Está bem, Gana não é lá estas coisas, mas só Damião conseguiu superar a muralha que foi o goleiro Kwarasey.
A nova filosofia do Inter, de resistir aos ataques europeus, rendeu ontem mais alguns milhões de euros.