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O STJD excluiu o Grêmio da Copa do Brasil. Por unanimidade, condenou o clube por atos de racismo praticados contra o Santos pelas oitavas-de-final. O clube vai recorrer. Os principais sites acompanharam o julgamento minuto a minuto, alguns com transmissão ao vivo. O assunto estará em todos os jornais brasileiros e alguns do exterior nesta quarta-feira.Do procurador Rafael Vanzin: “Não é a primeira vez que o Grêmio vem ao TJD ou ao STJD por isso”. A instituição centenária do Grêmio não merece o que vem acontecendo. Julgou-se ontem um verdadeiro “pacotão”. O conjunto da obra registra em seis meses três casos de racismo (Paulão, Aranha e os cânticos contra o Bahia) e aleijados mentais comemorando a morte de Fernandão no Beira-Rio, fato lembrado no STJD. A instituição centenária do Grêmio não merece o que vem acontecendo, mas este tsunami se originou nas entranhas do clube, com gestões financiando e tirando proveito político de líderes de torcida. O Grêmio engordou um monstro e sabia disto. Ser excluido de uma competição na qual estava virtualmente eliminado depois de levar 2 a 0 na Arena é digerível. O que engasga é o rótulo de racista. Milhões de gremistas do bem estão pagando por uma minoria amamentada no seio da instituição e isto me lembra o belíssimo poema chamado “No caminho com Maiakóvski” que reproduzo. Não sei como se dá trégua nisto. Koff e sua gestão terão que buscar força e apoio junto a quem realmente gosta do Grêmio. Só o Grêmio pode tirar o Grêmio desta.
“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.”