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Prezado Jornalista Hiltor Mombach:
Pensei muito antes de escrever pela incerteza da atenção, mas mesmo assim resolvi tentar.
Em 23 de julho de 1964, quando tinha 11 anos, me tornei sócio juvenil do meu glorioso Sport Club Internacional por decisão dos meus pais, cuja carteira social guardo e conservo como uma relíquia. Foram cinco anos frequentando o saudoso Eucaliptos, enquanto acompanhávamos e contribuíamos com o que fosse possível para a construção do Beira-Rio. A partir de 1969 passei a frequentar esse palco sagrado, na social, sentado no concreto frio, amenizado por uma almofadinha vermelha que me acompanhava, até a colocação dos assentos de madeira, cuja data não lembro ao certo. Ainda assim, sem lugar marcado até os tempos atuais, tendo de ir bem cedo aos jogos para ficar melhor localizado.
Com o tempo passei a sócio patrimonial, o que sou até hoje, sócio do Parque Gigante, além de ter sido por um período sócio Campeão do Mundo só para ajudar o clube. Pois agora que estou com mais de 60 anos e o novo Beira-Rio está prestes a surgir, eu e os que se encontram na mesma condição seremos esquecidos, ignorados e relegados a um plano inferior se quisermos continuar frequentando o estádio. Dizem que uma pesquisa foi efetuada; não fui um dos ouvidos. Tudo leva a crer que a super elite que comanda o clube tenha por objetivo trocar muitos sócios pagando pouco por menos sócios pagando muito.
É uma lástima que isso esteja ocorrendo sem que alguma voz forte se insurja contra esse absurdo. Estamos jogados à sorte. Seria por que os calados (no Conselho) sejam amigos do rei? Bem provável. A imprensa vez por outra toca no assunto, porém de forma muito superficial. Quem mais leio dizer algo é o ilustre jornalista para o qual escrevo.
Sei que o texto é extenso, mas pince o que julgar importante se entender que o conteúdo mereça ser repercutido. Mas o faça de maneira mais incisiva em nome de quem quase nada pode fazer, apenas aguardar o golpe que virá logo, logo.