Hiltor Mombach

Saímos daqui maiores do que chegamos

Saímos daqui maiores do que chegamos



Quando saímos de Porto Alegre para disputa o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, a nossa ambição era uma só: conquistar o título de campeão. Se isso tivesse ocorrido aos olhos do mundo, o Internacional teria um crescimento inimaginável. Contudo, todos sabem o que ocorreu. Não vencemos, infelizmente. Sofremos aquele revés inesperado no jogo com o Mazembe, mas nem por isso deixamos de sair dos Emirados, da bela e majestosa Abu Dhabi e da rica e cosmopolita Dubai, maiores do que chegamos.

Como clube, como entidade, como representação, é claro e evidente que o Sport Club Internacional aumentou de tamanho e deve isso basicamente à comunidade colorada, à sua torcida inigualável e ao amor imensurável que é destinado por essa massa torcedora. Conseguir a mobilização que conseguimos é fruto de um trabalho diário, cotidiano, do nosso marketing, da nossa comunicação social, dos nossos cônsules, dos representantes, para transmitir ao aficionado colorado a credibilidade de um clube que nos últimos anos, em todos os sentidos, foi o que mais cresceu no país.

A demonstração dos colorados, apoiando incondicionalmente o seu time, torcendo fervorosamente para a conquista do terceiro lugar, nos fez crescer, nos fez aumentar, nos tornou um exemplo para toda a América do Sul, mesmo com toda a amargura de aqui sair consciente de que poderíamos ter vencido. Não é lugar comum, não é chavão, dizer, neste momento, que é um orgulho ser colorado.

Em um campeonato mundial de clubes em que houve pouco futebol, inclusive de quem ganhou o título, a nota mais marcante do certame foi o torcedor do Inter, que se sobressaiu mesmo quando a partida não era nossa, como foi na final disputada entre Mazembe e Inter de Milão. O que restou desse Mundial, portanto, foi a marca da grande torcida vermelha.