Hiltor Mombach

Saci, sim. Teixeira, não

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) tomou posse ontem como ministro do Esporte. Ele substitui Orlando Silva, que pediu demissão na semana passada.
Num discurso que durou cerca de 10min o novo ministro citou a Palestina, a Fifa, o Tibete, a Patagônia, os indígenas, Paulinho da Viola, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre, a ONU, Chico Buarque, Eric Hobsbawm, os africanos, a princesas Leopoldina e Isabel e o Clube Náutico Capibaribe.
Tratou a Copa do Mundo como “esta espécie de religião panteísta onde cada estado e cada clube país tem o seu deus e essa religião tem o deus dos deuses na figura desse garoto que é Pelé”. Presente na cerimônia, o rei foi aplaudido.
Lembrou o Dia do Saci, comemorado ontem, dizendo ser o Saci o mascote do Inter. Rebelo é autor de um projeto de lei que institui a homenagem a um dos principais símbolos do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. E não citou a CBF uma vez sequer. Nem Ricardo Teixeira, que estava lá, espremido na plateia, flagrado bocejando, como um mortal qualquer.
Ao final do discurso a presidente Dilma abriu um pequeno sorriso de aprovação ao discurso do novo ministro. Dilma, que como se sabe, vem fritando Teixeira em fogo alto.