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Rui Costa era para ser o homem do Jurídico. Jamais do futebol. Foi premiado por Koff pela ajuda que deu no processo eleitoral que elegeu Koff presidente. Saiu hoje depois de 14 competições. Se um dia algum gremista lembrar o legado de Rui verá que ele saiu sem entrar. O Grêmio paga é um dos mais altos salários para esta função entre os clubes do Brasil. Rui aceitou um cargo que qualquer um aceitaria. É muito dinheiro. Invejo sua passagem pelo Grêmio. Ganhou um ótimo dinheiro desde 2013 sem levantar uma taça. Cobrança amiga esta, hein! Num país de 12 milhões de desempregados, uma façanha. Koff é o pai de Rui, Romildo o manteve. São eles, portanto, que respondem pelas 47 contratações feitas desde 2013. Quem o leitor aponta como acerto indiscutível? Grêmio que vai mal financeiramente. Melhor: vai mal no futebol, nas finanças e, agora, Romildo terá que administrar uma crise política. A pior desde que foi eleito por Koff. O processo sucessório está nas ruas. Dois homens que ajudaram a eleger Koff e, por tabela, Romildo, hoje estão na Oposição, ainda que não declarada publicamente. Falo de Fabinho Koff e Omar Selaimen. Eles nunca aceitaram Rui Costa como executivo de futebol.
O texto abaixo foi publicado em 2014. Ontem fiz um inventário dos 16 meses de gestão de Fávio Koff. Incompleto. Assim, retorno ao assunto. Antes dizendo que o nestes 16 meses o Grêmio é o time que mais melhora no mundo. Da boca para fora. Nem o Real Madrid melhora tanto. A diferença é que a melhora da equipe espanhola se vê em campo. A do Grêmio não se vê em lugar algum. O inventário conta de oito ítens. Por este inventário resta ao torcedor gremista partilhar a tragédia, a indignação. 1) Taça Piratini/13: desclassificado nas quartas pelo Inter. 2) Taça Farroupilha/13: desclassificado na semi pelo Juventude. 3) Libertadores/13: desclassificado nas oitavas pelo Santa Fé. 4) Copa do Brasil/13: desclassificado na semi pelo Atlético-PR. 5) Campeonato Brasileiro/13: segundo colocado. 6) Gauchão/14: duas derrotas para o Inter na final. Uma goleada. 7) Libertadores/14: eliminado nas oitavas pelo San Lorenzo. 8) Gre-Nais: sete jogos, quatro derrotas, três empates, nenhuma vitória. Oito gols marcados, 14 sofridos. Uma goleada de 4 a 1. A gestão Koff especializou-se em futurologia. Mas numa futurologia contemporânea, pós-moderna. A futurologia é a especulação sobre o futuro com base nos conhecimentos do presente. Pelos indicativos do presente, o futuro do Grêmio será tenebroso. Mas ouvindo os assessores de Koff, o passado e o presente indicam que o Grêmio está melhorando. Há 16 longos meses vem melhorando. Repito: nem o Real Madrid melhorou tanto da boca para fora neste tempo. Perguntei a eminente gremista, alguém do convívio de Koff, porque o presidente não colava o cascudo Preis nos noviços Rui Costa e Chitolina: “Não sei, é caso para psiquiatra.”