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Há um Obino perpetuado pelo demérito e saqueado em seu mérito. Obino dormirá chumbado ao epíteto ‘o presidente que rebaixou o Grêmio’. Isto sepulta todo o restante de sua gestão. Que se dê a Obino o que é de Obino. É meia-verdade que ele só fez rebaixar o Grêmio. E meias-verdades são mentiras por inteiro. Lucas, Carlos Eduardo e Anderson, apenas estes três, geraram um lucro superior a R$ 60 milhões. Foi com esse lucro que o Grêmio tocou as finanças num dos períodos mais medonhos, a era pós-falência da International Sports Leisure. Retirei o trecho acima de uma coluna que escrevi vai muito tempo. Para poder voltar a falar das categorias de base do Grêmio.
Hoje se espoucam foguetes a cada revelação de jogador. Omite-se que nos tempos das trevas, quando a ISL deixou de repassar R$ 2,1 milhões mensais e não havia um níquel para sustentar um dos times mais caros, senão o mais caro, do Brasil, se fazia o mesmo. Sem esse alarde.
A atual gestão se vangloria de um trabalho que ainda não deu resultado e computa jogadores como Telles, Bressan e Ramiro como saídos do forno do Grêmio. Errado. Vieram formados do Juventude. Se formar três iguais aos da gestão Obino, bem, aí poderá comemorar.