Se as falhas falassem
Rogério Ceni falhou no quarto gol do Grêmio quarta-feira.
Victor já pegou bolas mais difíceis do que aquela que resultou em gol do São Paulo.
Sobre os dois não pesa dúvida: são e estão grandes goleiros. Transmitem confiança.
Grandes goleiros falham. Manga, o pai deles todos, falhava.
O que não falhava era a confiança do torcedor.
Renan pode até ser um grande goleiro, mas não está grande.
A sorte quase sempre acompanha os bons goleiros.
O azar tem sido companheiro de Renan.
Falhou grotescamente num dos jogos mais importantes da história do Inter. No segundo jogo contra o São Paulo pela semifinal da Libertadores. Por pouco, não enterrou o sonho do bi colorado.
A falha se transformou numa espécie de fantasma a atormentar a sua vida. E a dos colorados.
Ali, estremeceu a confiança.
Falhou em dois lances idênticos anteontem.
Não idênticos à falha da Libertadores, mas entre si.
Fora os outros pecados veniais.
A cada falha, o fantasma volta. E conforme se avizinha o Mundial, mais apavorante. Se as falhas de Renan falassem, pediriam outro goleiro. Só o Inter insiste em não ouvir.
