Hiltor Mombach

Se o Grêmio for o Grêmio, goleia

Nas últimas quatro participações na Libertadores o Grêmio foi desclassificado nas oitavas de final. Nesta quarta-feira tenta acabar com a síndrome das oitavas.
O adversário está longe de intimidar.
Trata-se do Godoy Cruz, que jogando muito mal na Argentina perdeu por 1 a 0.
O Grêmio tem mais time e camiseta. D
e quebra, deverá entrar em campo apoiado por mais de 40 mil torcedores.
Obviamente não cometerei aqui a insanidade de afirmar que preferia um adversário um pouquinho mais categorizado e com alguma ambição.
Quando mais fraco o rival, melhor.
Mas jogos como este não são jogados.
Para o Godoy Cruz ter chegado às oitavas é uma façanha.
Entrará de sangue doce.
Times sem compromisso, que atuam de sangue doce, podem ser perigosos.
Tivemos um exemplo domingo pelo Brasileiro. O Grêmio, que andou atropelando muitos grandes, quase parou no modestíssimo e virtualmente rebaixado Atlético Goianiense.
Em partidas como a de hoje o perigo é calçar salto alto, entrar em campo pouco concentrado, como quem acha que vai bater em bêbado.
O resultado pode ser um porre para o torcedor.
Mas se o Grêmio for o Grêmio, goleia.