Por Leonardo Aquino Bublitz de Camargo. Conselheiro do Inter
"SAF não é sinônimo de sucesso.
E não é ético votar esse tema no fim de gestão, assim como não se pode votar reforma estatutária em ano eleitoral.
SAF no Brasil tem servido para perpetuar dirigentes no poder com remunerações elevadas.
Exemplos não faltam: Vasco, Coritiba e Galo continuam endividados; Botafogo vai mal administrativamente e financeiramente, e seu dono levou o Lyon ao rebaixamento.
No Fortaleza, o presidente virou CEO da SAF e o time está no Z4.
No Fluminense, o presidente tenta repetir a manobra.
Enquanto isso, o Palmeiras arrecadou mais de 1 bilhão de reais vendendo apenas três atletas da base – valor superior ao que muitos clubes grandes receberam pela venda de suas SAFs.
É a prova de que o caminho é gestão séria e valorização da formação, não aventuras.
Com essa gestão, o endividamento do Internacional dobrou e, em nove anos, conquistamos apenas um Campeonato Gaúcho.
Por que acreditar que serão justamente eles a encaminhar uma SAF de sucesso?
Quem será o CEO da SAF?
Quem lucrará com isso?
Quantas promessas foram cumpridas por esse presidente?
O CT estaria pronto em 1 ano, disse ele em 2020.
Temos CT?
Não.
O dinheiro da Liga Forte acabaria com as dívidas bancárias.
Acabaram?
Não.
Acreditar de novo em promessa vazia pode custar o futuro da Instituição.
Por enquanto, as mentiras têm remédio: trocar a gestão em 2026.
Mas se acreditarem em mais uma, pode não ter volta.
O Inter terá dono, e não adiantará fazer como torcedores na Europa que imploram para o dono.
O Internacional é da sua torcida.
Se um dia virar SAF, tem que ser uma SAF de ponta, para elevar o Clube, com vedação legal de conselheiros e dirigentes ocuparem cargos.
O Inter não pode ser rifado como instrumento de perpetuação de poder.
Na quarta-feira, os verdadeiros donos do Internacional estão convocados: a torcida colorada.
Cabe a nós empurrar o time à vitória e mostrar mais uma vez que nada vai nos separar."
“Se um dia o Inter virar SAF, tem que ser uma SAF de ponta”
“Com essa gestão, o endividamento do Internacional dobrou e, em nove anos, conquistamos apenas um Campeonato Gaúcho”
