O brasileiro sofre da síndrome do coitadismo.
Aqui, nada pode dar certo.
Ficamos com vergonha de errar antes mesmo de errar.
A Copa do Mundo deu certo.
A abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio emocionaram.
Temos que nos convencer de que, se não somos melhores do que ninguém, não somos piores.
Há um Brasil, o do futebol, desfilando genialidade em dezenas de países .
Nelson Rodrigues escreveu:
“A pura, a santa verdade é a seguinte: qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de complexo de vira-latas".
Nelson Rodrigues criou uma expressão e o Brasil adotou.
Um cenário de guerra e de terror foi vivido no Hard Rock Stadium, em Miami, durante a final da Copa América 2024.
Torcedores com ingresso ficaram acuados no meio da confusão. Houve registro de espancamentos, pisoteio, invasão pelo sistema de ventilação e de muito desespero.
Fosse no Brasil e o mundo exclamaria em uníssono: só poderia ter acontecido num país terceiro-mundista!
O brasileiro, então, acordaria vergado pelo constrangimento, pela vergonha. Pois foi nos EUA, país mais rico do planeta.
Amigos, o americano está se lixando para a escandalosa desorganização.
Cometendo uma verdade nem tão exagerada assim diria que se um dia o terceiro-mundismo nos deixar, não deixaremos de ser terceiro-mundistas.
Se um dia o terceiro-mundismo nos deixar, não deixaremos de ser terceiro-mundistas
O brasileiro sofre da síndrome do coitadismo. Aqui, nada pode dar certo.
