Hiltor Mombach

SELEÇÂO COM A CAMISA DO CRUZEIRO. PARA LEMBRAR

SELEÇÂO COM A CAMISA DO CRUZEIRO. PARA LEMBRAR

Por Fábio Mundstock
Um fato inusitado ocorrido no dia 02/07/1950, há exatos 60 anos, colocou o Esporte Clube Cruzeiro definitivamente na história das Copas do Mundo.
Naquele domingo o estádio dos Eucaliptos recebeu o selecionado do México e da Suíça para mais uma partida da Copa do Mundo. Um impasse referente a utilização das camisas ocorreu, pois a Suíça tinha no seu uniforme principal a tonalidade vermelha, assim como o México que naquele tempo também utilizava o vermelho, diferente de hoje que o verde é predominante.
Um sorteio foi realizado para decidir quem teria que trocar os uniformes para a partida e a seleção vencedora foi a mexicana que teve o direito de usar o seu uniforme, mas num gesto de cortesia deixou que a equipe Suíça vestisse o seu uniforme oficial.
Em uma homenagem a cidade, que vinha torcendo a favor da equipe mexicana, decidiu entrar em campo com as camisas do Cruzeiro, dias antes da equipe da Colina Melancólica festejar seus 37 anos de fundação.
A partida foi muito disputada e o México não venceu porque pecou nas finalizações. A vitória foi da equipe da Suíça por 2x1. O México (Cruzeiro) formou com Carvallal, Gutierrez e Gomez; Roca, Ortiz e Ochoa; Florez, Naranjo, Casarin, Borbolla e Velásquez. A Suíça formou com Hug, Neury e Bocquet; Lusendi, Eggimann e Keerner; Tamini, Antenen, Friedlander, Bader e Fatton. Os gols da Suíca foram marcados por Bader e Antenen, ambos no 1º tempo e Casarin marcou para a equipe Mexicana na 2ª etapa.

Anos após este incidente em que o Cruzeiro cedeu suas camisas a seleção Mexicana, o fato tornou-se a ocorrer na Copa do Mundo de 1978.
Aquela Copa em que todos se lembram apenas da partida realizada entre Argentina e Perú em que a seleção anfitriã necessitava vencer por pelo menos 4 gols de diferença para garantir sua classificação e o resultado de 6x0 acabou por surpreender o mundo esportivo e manchar aquela edição do Mundial teve outro fato interessante.
França e Hungria, já eliminadas, disputaram sua última partida naquela Copa. No sorteio a Hungria teve o direito de jogar com as camisetas brancas, mas a França em protesto contra a arbitragem, pois achava que vinha sendo prejudicado, também entrou de branco. O árbitro Arnaldo César Coelho negou-se a iniciar a partida enquanto a questão dos uniformes não fosse resolvida e sendo assim, a equipe francesa acabou utilizando o uniforme do Kimberley, clube amador local.
Histórias de Copa. História de um dos clubes mais tradicionais e importantes do Rio Grande do Sul, o clube do coração de todo o Porto Alegrense: Esporte Clube Cruzeiro.