Seleção brasileira: convocações não podem ser apostas
Caro Hiltor, a meu ver, o desarme de bola que Douglas sofreu é do jogo e está sendo comentado por que resultou no gol da Argentina, mas o jogador não pode e nem deve ser execrado por ninguém. Nem pelo treinador. Mano, sempre uma pessoa equilibrada em suas ponderações públicas, desta vez errou ao criticar o atleta. Seleção, como muitos escreveram no blog, é para os melhores.
Usei esta introdução para dar gancho a outro pensamento: como escolher os melhores? Penso que não basta ter um bom técnico para o time. Uma seleção precisa de um supervisor, gerente, de um selecionador de RH, onde o recurso humano é o atleta, que use métodos científicos, racionais, inteligentes e estatísticos na hora de selecionar. Métodos estes que sejam capazes de avaliar aspectos qualitativos e quantitativos de cada atleta, e consiga transformar estes aspectos analisados em valores que possam ser interpretados em uma grade comparativa de eficiência. Com uma metodologia destas e o ferramental necessário, certamente, a possibilidade de fazer uma convocação e acertar na primeira vez é infinitamente maior que o método atual. Um método empírico, autocrático, por vezes político e quase sempre de recorrência em erros. Um técnico de seleção não tem muito tempo para se dar ao luxo de errar em convocações. Logo, é importante que ele seja auxiliado por ferramentas que indiquem o nível de eficiência dos atletas. Os atletas do vôlei são monitorados e medidos. Não preciso falar dos resultados.
Arthur
Brasília - DF
