Hiltor Mombach

Sem ufanismo, sem coitadismo

Lavei a alma nos dois últimos dias dos Jogos do Rio.
Veio ouro no futebol masculino e o tri no vôlei masculino.
Vesti a camisa do Brasil, sofri e vibrei como um juvenil.
O brasjamaicano Usain Bolt mereceu cada um dos três ouros conquistados na pista. Atletismo, natação, ginástica, luta olímpica e ciclismo distribuem 135 medalhas. Precisamos de oito partidas para ganhar ouro no vôlei e de seis no futebol.
São seis jogadores em quadra no vôlei e 11 no futebol. Para um ouro só. Este é o regulamento. Estapafúrdio, estrambólico, maluco.
Os Jogos do Rio significaram um duro golpe para os coitadistas, que apostavam no fracasso (como algo pode dar certo no Brasil?).
Para os ufanistas que apostavam em 25 medalhas quero dizer que jamais acreditei em tal previsão.
O Brasil acorda nesta segunda-feira carregando todos os seus antigos problemas.
A Olimpíada não foi realizada para resolvê-los.
Eu acordo orgulhoso do que fizemos.
Foram sete ouros, recorde do país na história dos Jogos.
No quadro geral, ficamos em 13º.
Isto sem jamais contarmos com uma política esportiva permanente.
Na maioria das modalidades, fomos na base do upa-upa.
O que torna nossos atletas ainda mais gigantes.