Não há, mas poderia ser criada, uma forma de pontuar a gestão de um clube de futebol.
Que peso tem um título da Libertadores?
Do Brasileiro?
Da Copa do Brasil?
Da Recopa?
Do regional? Que peso tem um ano de superávit financeiro?
Quantos pontos se perde quando do rebaixamento?
De uma temporada deficitária?
Medeiros passou sem levantar uma taça.
Deixou R$ 100 milhões de déficit.
Mesmo assim sua gestão foi elogiada por este colunista.
Tirou o time da Série B e enfrentou uma pandemia dando dois vices, um da Copa do Brasil e um do Brasileiro.
Vem aí a eleição do Grêmio.
No futebol, Romildo está chumbado à gestão pós 2019.
Não escolherá sucessor entre os integrantes do Conselho de Administração.
Porque é esta imagem que irá colar, a de um time rebaixado.
Os títulos, obtidos após um jejum de 15 anos, serão esquecidos, como se fossem de um tempo jurássico e não da gestão.
Finanças?
Em tempos eleitorais, a finanças no azul são esquecidas pela Oposição.
Quando no vermelho, são lembradas.
Hoje, no Grêmio, a Oposição não é Oposição, apenas está Oposição.
Ser Oposição a Romildo chama voto.
