"Siga o dinheiro, não perca a trilha do dinheiro, suas respostas estão no dinheiro"
Caro Hiltor Mombach:
Essa história da Popular tem um único caminho de ser desvendada. Lembra do Escândalo de Watergate que fez Richard Nixon renunciar a presidência dos EUA na década de 70? Pois é, o informante dos jornalistas do Washington Post(Bob Woodward e Carl Bernstein), o famoso "Garganta Profunda"(Decadas depois o informante se revelou, era Mark W. Felt, diretor-assistente do FBI na época), sempre dizia a Bob Woodward "siga o dinheiro, não perca a trilha do dinheiro, suas respostas estão no dinheiro". O dinheiro do fundo secreto de Nixon para financiar operações ilegais e espionagem contra adversários políticos foi o fio da meada que forçou a renúncia do homem mais poderoso do mundo.
Hitor, siga o dinheiro. Tudo se revelará no dinheiro, nos "sponsors" da Popular. Quem são os mecenas que estão bancando uma "galera" que meses atrás mal conseguia pagar sua mensalidade e agora estão todos com passagens, ingressos e hotéis reservados em Abu Dhabi. Eu já fui a Dubai, Abu Dhabi e ao Emirado de Sharjah, à trabalho, e sei o quanto custou para a empresa que trabalho enviar a mim e a dois colegas ao Oriente Médio. Acessa o site de alguns grupos políticos, e o da Popular, tu vai achar algo em comum, e tu sabe bem do que estou falando. Eu não tenho como comprovar o que estou dizendo, por mais verdade que seja, e sei que um jornalista sério sempre confirma as informações recebidas e "checa" suas fontes. Checa quem já tem assento reservado no vôo do Inter para Abu Dhabi e qual a ocupação profissional dessas pessoas, lembra da expressão jurídica, "patrimônio incompatível com a renda"?
Sou diabético e faço uso de insulina, pois bem, após estacionar meu carro próximo ao Beira-Rio no jogo contra o São Paulo pela Libertarores me senti tonto, acho que até devido a tensão pré-jogo, e entrei em um bar em frente ao Beira-Rio para usar o banheiro e aplicar insulina. Esse bar é o conhecido ponto de "concetração" da Popular antes dos jogos e lá estavam centenas deles, qual minha surpresa quando saio do banheiro e explode uma briga entre três ou quatro colorados dentro do bar, uma frase da briga ficou na minha cabeça, "ladrão f.d.p., dinheiro de ingresso é da torcida!", alguém chega no meio da confusão e grita, "cala a boca, caralh*, não fala em ingresso aqui"! Saio do bar e me encaminho ao acesso da social, onde sempre vejo os jogos com meus amigos. Me sentia um trouxa, um idiota, sócio do Inter desde a época das vacas magras em 95, e esta turma não só entra de graça, como revende os ingressos que recebe.
Eu estava a dez metros da briga do Gre-Nal no Olímpico, não teve "mocinho", não teve agredido. Todos se surraram, todos bateram e apanharam. Aliás, pago uma janta a quem me achar um "mocinho" ali dentro. A violência tem um lado sociológico, patológico para alguns. Infelizmente é parte da realidade, mas o que me tira do sério são pessoas influentes e abastadas financiando não só a violência, mas a CORRUPÇÃO que campeia dentro das torcidas. Quer um exemplo mais claro do que houve no Grêmio? Quando mudou a direção e esta cortou o fluxo de caixa de um grupo, este imediatamente se virou contra a direção, e logicamente, apoiou outro grupo político na eleição seguinte.
Apenas como registro, sinto falta do samba, do batuque da velha Camisa 12, hoje esvaziada por essa turma que resolveu, e não adianta negar, é verdade, copiar a Geral do Grêmio. Futebol é samba, alegria, é cultura brasileira, é gingado. Não é show do AC/DC nem do Iron Maiden. O Inter sempre foi um clube marcado pela "molecagem", no bom sentido, dentro e fora do campo. Sempre foi POPULAR, das vilas, dos moradores da periferia, dos menos abastados, das escolas de samba. O Inter nunca foi bélico, nunca foi "castelhano", agressivo. O espírito do Inter sempre foi generoso, alegre e mesmo nas piores fases estavamos lá, alegres, galhofeiros, sorridentes. O Grêmio teve uma outra concepção histórica, se é melhor ou pior é da opinião de cada um, mas nunca foi a mesma do Inter.
Siga o dinheiro, não perca a trilha do dinheiro, Hiltor. O dia que o MP quebrar alguns sigilos bancários ao invés de mandar pagar cestas básicas e fazer acordos que depois não são cumpridos, tudo virá a tona. Aí sim, os bandidos serão identificados para serem excluídos do convívio social colorado.
Atenciosamente, do teu admirador e leitor diário.
P.S.: Não tenho porque me esconder, não quero ser informante de nada, apenas sou defensor da VERDADE. Se quiser publicar meu email com meu nome, à vontade.
Hiltor escreve: este blogueiro decidiu por não postar o nome do autor do e-mail.
