Há previsões que você faz e torce para errar.
Em 2003, quando da extinção do mata-mata e da aprovação da fórmula de pontos corridos, sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos. Cometi um exagero, obviamente. Mas que não foi desmentido até agora.
De lá para cá os paulistas ficaram com 10 canecos, os cariocas com quatro e os mineiros com dois. Nestes 17 anos o Inter conquistou duas Libertadores, um Mundial/Fifa, duas Recopas, uma Sul-Americana e a Copa Suruga Bank (sim, é oficial). Foi vice do Brasileiro três vezes, mas título neca de pitibiriba.
Foi garfado, rotulado de campeão de fato em 2005, mas caneco neca de pitibiriba.
O Grêmio tem um vice, em 2008. Não tem título do Brasileiro por pontos corridos mas colecionou neste período uma Copa do Brasil, uma Libertadores e uma Recopa;
Dos quatro estados que detém o poder do futebol nacional só o Rio Grande do Sul não conquistou o Brasileiro por pontos corridos. Deve haver uma explicação. Ou várias.
No mínimo, deveríamos estar empatados com Minas, que, como aqui, possui dois times grandes. O Cruzeiro levou três canecos e este ano o Galo está entre os favoritos para ganhar.
Neste momento, São Paulo e Galo estão em vantagem. Mas arriscar um palpite que um dos dois será o campeão é atrevimento. Num ano de pandemia, muita coisa pode acontecer. O Coronavírus pode desfalcar times. Na metade de novembro, mais de 60 jogadores de 11 clubes já haviam sido infectados.
O Inter muito bem pode se reabilitar. Depois de um começo muito bom, perdeu jogadores por lesões e decaiu. De quebra, tem uma disputa paralela pela frente, a Libertadores.
O Grêmio está em alta, porém, além da Libertadores, está nas semifinais da Copa do Brasil.
Neste momento do campeonato estamos assim: tudo pode acontecer. Inclusive nada.
Sigo torcendo para errar
Em 2003 sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos.
