Hiltor Mombach

Sobre a Goleada

Caro jornalista Hiltor Mombach.

A crônica de hoje, Goleada, foi a melhor coisa que li sobre a derrota do Santos.
O Santos perdeu porque, ao invés de marcar o Barcelona, preferiu
esperá-lo no campo de defesa, sem exercer pressão, e assistindo a
troca de passes, do adversário. Pretendia sair num contra ataque,
quando seus "pseudo craques" conseguissem a bola e aí fariam valer a
qualidade tão apregoada de Neymar e Ganso.
Quando o nosso Inter, enfrentou o Barcelona, a humildade de reconhecer
as próprias deficiências, possibilitou uma estratégia de marcar, mas
bota marcar nisso, desde a intermediaria até nossa área. De
congestionar o meio campo, e assim evitar ao máximo, os chutes à nossa
meta. Mesmo assim, aconteceram algumas tentativas, tôdas defendidas
pelo Clemer. Agora o que jogaram o Indio, o Fabiano Heller, o Ceará
enfim toda a equipe, numa aplicação tática fantástica e que
possibilitou nossa vitória, merece ser exaltado sempre.

É verdade, que atacamos pouco, lembro de um chute de longe do Pato, de
uma entrada do Indio - no primeiro tempo e do gol magnificamente
criado, por Yarlei (alguém deveria passar este filme para o Neymar
entender o que é jogar futebol) , Luiz Adriano (que segundo tempo
fantástico) e concluido com maestria pelo Alexandre Gabiru.

Foi uma vitória da humildade e da dedicação e é assim que se ganha
jogos como este.
Já o Santos, fez tudo errado, sobretudo acreditou que tinha time e que
Neymar poderia rivalizar com Messi (coitado ainda tem muito que
aprender, se não ficar pelo caminho, como ficou o Ronaldinho Gaucho -
hoje apenas um cobrador de faltas).
Um grande abraço,
Valdiner Silveira Fagundes.