Sobre a interdição do BEIRA-RIO
b) Mesmo que, como queremos crer, a iniciativa de requerer e a decisão de decretar a interdição do Estádio Beira-Rio tenham sido tomadas exclusivamente por motivos técnicos e isentos de paixões clubísticas, um beneficiário emerge nitidamente dessa situação: a Construtora Andrade Gutierrez S.A., cujos custos serão significativamente reduzidos enquanto durar a interdição, por eliminar a necessidade de limpeza e cercamento contínuos dos espaços de execução das obras indispensável ao isolamento das áreas de acesso ao Torcedor.
Essas circunstâncias tornam inclusive provável a aceleração do ritmo das obras e a antecipação da entrega do estádio completo, o que, se vem em benefício do Clube, não é de menor interesse da "parceira", pois ela gozará de mais alguns meses em relação ao previsto para exercitar o privilégio contratual de exploração do estádio.
c) Da leitura dos argumentos técnicos expostos pelo Ministério Público e dos fundamentos da decisão judicial, conclui-se que, mesmo que a limpeza e o cercamento dos espaços de execução das obras fossem impecáveis, a interdição teria ocorrido de qualquer forma, pois o estádio está sendo empregado sem Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), e não poderá obtê-lo enquanto não concluir as obras; logo, por estar em obras, o estádio não tem como obter o alvará de funcionamento exigido pelo Corpo de Bombeiros; e sem esse alvará, não poderá obter o "habite-se" da Prefeitura de Porto Alegre.
d) Considerando a absoluta improbabilidade de um incêndio em um estádio de concreto, entendemos que a Diretoria do INTERNACIONAL deve cobrar da construtora Andrade Gutierrez a tomada de todas as medidas cabíveis para permitir o levantamento da interdição, consistentes no perfeito isolamento dos espaços de execução das obras e na adequada limpeza das áreas de acesso ao Torcedor, de forma a suprimir os reais fatores de risco constatados na inspeção judicial, permitindo assim que os competentes profissionais da Vice-Presidência de Serviços Jurídicos, em quem depositamos nossa confiança, tenham argumentos capazes de reverter essa decisão.
e) Conclamamos os Associados do Internacional a manter a regularidade de seus pagamentos para com a Tesouraria do Clube, mesmo enquanto perdurar a interdição. Embora um clube de futebol não tenha o direito de pretender ser remunerado por um serviço que não presta, o INTERNACIONAL precisará, mais que nunca, poder contar com seus Associados, no momento que a receita dos ingressos dos demais Torcedores diminuirá sensivelmente. Ademais, o pagamento regular das mensalidades é indispensável para assegurar o direito de voto do Associado nas próximas eleições, oportunidade em que poderá manifestar o seu inconformismo ou a sua concordância com a presente situação.
f) Caso não seja possível reverter a interdição do Estádio Beira-Rio, propomos que a Diretoria constitua uma comissão que envolva todos os setores políticos do Clube, a fim de minimizar o impacto negativo dessa situação sobre o nosso Time e, sobretudo, sobre os Associados do S. C. INTERNACIONAL.
Acreditamos na força dos Associados e na capacidade de mobilização da Torcida Colorada para superar mais essa dificuldade na luta pelo Tetracampeonato Brasileiro, pois ao longo de nossa história tem sido assim sempre: foi superando as dificuldade que construímos um dos maiores Clubes do mundo. Vamos mostrar que é preciso muito mais que isso para abalar um CAMPEÃO DE TUDO!
MOVIMENTO MAIS INTER
