Hiltor Mombach

Sobre contratações

* Carlos Corrêa / interino

Esses dias critiquei o interesse do Inter no zagueiro Néris, do Santa Cruz. Aleguei que não via muito sentido no clube buscar um defensor que fez parte justamente da defesa mais vazada do Campeonato Brasileiro, no qual, aliás, o Santa Cruz terminou rebaixado. Tomei um laço, seja por e-mail, seja nas redes sociais. O argumento era de que o jogador sequer havia vestido a camisa colorada e já estava sendo criticado. Pois é. Se eu esperasse o jogador entrar em campo, ter atuações desastrosas e aí então dissesse a mesma coisa, aí a crítica seria que eu fui oportunista. Emitir opinião no futebol é um eterno “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. É do jogo.

O Inter ainda não confirmou Néris, mas todas as informações levam a crer que é só uma questão de tempo. Para o torcedor colorado, tomara que dê certo. Há outros casos ainda. Volta e meia um reforço é visto com bons olhos pelo preço: “Dependendo dos valores envolvidos, pode ser um bom negócio”, dizem. Amigos, não existe almoço de graça. São vários os fatores que fazem com que um jogador dê certo ou não em um clube. Nada garante que um jogador caro dê mais certo que um barato. No entanto, em tese, a chance é bem maior sim. Do contrário, não haveria nenhum sentido em pagar tanto para estrelas.