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Desde 2005, quando o Corinthians teve ajuda para tirar o título do Campeonato Brasileiro do Inter, os confrontos entre os dois não se esgotam em campo. Os dois times se enfrentaram no dia 13, pela 7ª rodada do Brasileiro. O Inter levou 2 a 1 e saiu reclamando da grama molhada, causadora de muitos escorregões e de duas baixas, Juan e Nilmar. Choro de perdedor? Durante a Copa, Messi reclamou do gramado do Itaquerão, muito duro. Jorge Sampaoli, o treinador argentino que dirigia o Chile, também baixou a lenha. Disse que a Fifa não deveria permitir jogos num gramado tão ruim. No plano doméstico, o Atlético Mineiro se manifestou contra o gramado e contra molhar a grama após perder por 1 a 0 para o Corinthians pelo Brasileiro de 2014. O então técnico Levir Culpi disparou: “Jogo de contato físico, a força física está muito, com este campo 105m por 68m, campo molhado, aumenta o empenho físico que o atleta precisa ter nesses jogos e aumenta também o número de contusões. As pessoas dizem que campo molhado é mais interessante para jogar, mas eu não concordo, aumenta muito a velocidade e dificulta”. Sobre este assunto, vejam este e-mail: “Caro Hiltor. A questão das armadilhas para escorregões é muito pior do que você menciona. Lembro no ano passado, no mesmo estádio, Corinthias x Inter, quando os jogadores fizeram o aquecimento a grama estava seca, bastou encerrar o aquecimento e ela foi molhada, depois disso lembro de Mano Menezes, respondendo e rindo, quando perguntado por um repórter se a estratégia de molhar a grama tinha sido boa, já que os jogadores do Inter não conseguiram parar em pé no primeiro tempo do jogo. Abraços, João Einsfeld, Porto Alegre.” Neste jogo o Inter perdeu por 2 a 1. Levou dois em 9min. Depois, mandou na partida. Eu não lembrava do gramado molhado. Acabei achando este registro no blogue do querido companheiro Mário Marcos (mariomarcos.wordpress.com): “Dois jogadores terminaram o jogo em alta: Winck, que jogou bem no meio, e o lateral estreante Wellington Silva, que apoiou bem o tempo todo, especialmente depois que passou a usar chuteiras de travas altas, mais adequadas para o gramado molhado." Ninguém manda molhar a grama para ser prejudicado. Obviamente, manda para obter uma vantagem, pois já entra com as chuteiras adequadas. Onde fica o fair play tão propalado do futebol? Está mais do que na hora do mandante ser obrigado a avisar o visitante se vai molhar a grama ou não.