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Ouvi que o sorteio dos grupos da Libertadores seria rápido. Foi demorado e chato como sempre. Quando o assunto é chatice, a Conmebol se supera. Não tivemos prisão. O pessoal da televisão ficou naquele enrolation e embromation. É duro encher linguiça durante mais de uma hora. O melhor do sorteio é o pós-sorteio, as declarações dos dirigentes. Quem cai num forte se queixa de que o grupo é forte; quem cai numa chave fraca se queixa de que é ali que mora o perigo. O Grêmio não caiu no grupo do Boca Juniors. Ótimo. Ainda mais depois que Romildo Bolzan comprou uma briga com o pessoal do Boca ao afirmar, com toda a razão, que a Libertadores começará sob suspeição se o time argentino não cumprir pena. Também não caiu no grupo do São Paulo, que entrará na segunda fase. Não teremos brasileiro x brasileiro na fase iniciail. Caiu no grupo 6 contra San Lorenzo (Argentina), LDU (Equador) e Toluca (México). Contra dois rivais tradicionais, San Lorenzo e LDU. O Grêmio é quem mais mete medo pela tradição. Esteve em quatro finais, com duas vitórias e duas derrotas. É bicampeão. LDU e San Lorenzo são campeões. Uma chave com três campeões. E há uma viagem complicada ao México. Camiseta é importante numa Libertadores. Camiseta sobra para o Grêmio. O que estão faltando são os reforços. De qualidade.