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Meus amigos, quero afirmar que, assim como os 75 jogadores que assinaram o manifesto, também sou contra o calendário proposto pela CBF para a temporada 2014. Como era contra o calendário atual, uma aberração que fez com que algumas equipes jogassem seis partidas no período de 15 dias. Como sou contra os salários nababescos pagos para a maioria dos jogadores da Série A num país de indigentes. Duvido que algum presidente de clube comande a sua empresa com a mão tão aberta como dirige o clube para o qual foi eleito. Como sou contra a elitização do futebol, a cobrança de R$ 360,00 por mês por uma cadeira Gol na Arena, ou até mesmo os R$ 220,0 propostos pelas numeradas num Beira-Rio que pretendem transformar em estádio Vips. É o Clube do Povo contra o povo. Como sou contra a falta de transparência dos balanços e balancetes dos clubes: não mostram quase nada e escondem o essencial. Como sou contra a estagnação tática do futebol brasileiro, onde a imensa maioria dos técnicos, alguns deles paraquedistas, ganham fortunas para promover a mesmice. Como sou contra esta política clubística que tenta transformar bonifrates de plantão, amigos do momento do presidente, em dirigentes que, atraídos pelos holofotes, pela mosca azul, desfiliam um desconhecimento constrangedor mesmo para neófitos.