Hiltor Mombach

Sou mais Brasil

O Brasil tem mais camisa, melhores jogadores e é um time mais técnico do que a Bélgica.
Mas esta Copa provou igualdade em campo mesmo entre desiguais no papel.
O Brasil vai confiante para as quartas de final depois de uma vitória incontestável sobre o México por 2 a 0 onde todos jogaram bem e Willian foi melhor do que todos.
A Bélgica vai confiante porque não é todo dia que se vira um resultado adverso de 2 a 0 mesmo o rival sendo o Japão.
O Brasil tem Neymar no seu melhor momento, fazendo valer a opinião de Tite de que o extraclasse brasileiro iria crescer durante a competição.
E Neymar vem assessorado de uma equipe em alta.
A Bélgica teve Lukaku, mas só arrancou para a virada porque o goleiro Kawashima pifou feio quando o placar registrava 2 a 0 e do outro lado todo mundo era japonês buscando um feito histórico.
O futebol não tem lógica e o resumo da ópera é este: esperava-se que o Brasil passasse pelo México sem susto e passou; esperava-se que os belgas passassem até com folga diante do modesto Japão e eles não foram eliminados por um triz.