Hiltor Mombach

Sou um obsessivo confesso

Eis que o pênalti sonegado ao Grêmio despertou a neurose. Não canso de repetir aqui o escândalo de 2005. Aquele em que operaram o Inter sem anestesia duas vezes.

Nunca uma frase do genial Nelson Rodrigues surgiu tão atual: 
“O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
Sou um obsessivo confesso. 
Eis que o pênalti sonegado ao Grêmio despertou a neurose. 
Não canso de repetir aqui o escândalo de 2005. 
Aquele em que operaram o Inter sem anestesia duas vezes.
Primeiro, anulando mais de uma dezena de partidas. 
Depois, em campo. 
O beneficiado? 
O Corinthians, presenteado com um título roubado. 
A acusação não é minha. 
Foi feita por ninguém menos do que Alberto Dualib, presidente do Corinthians.
Escrevi que o pênalti sonegado ao Grêmio despertou minha obsessão. 
Vi o Botafogo perder para o Corinthians e corri para o Infobola. 
As chances de título do clube do Rio vem caindo e estão em 72%. 
O Palmeiras aparece com 15% e o Grêmio com 5%.
Lembrando os fatos.
Eram 49 minutos finais, Corinthians e Grêmio empatavam em 4 a 4, quando a bola explodiu no braço de Yuri Alberto, que ali cometeu um pênalti tão cristalino que até os morcegos marcariam guiados apenas pela audição. 
Pois o pênalti foi vergonhosamente sonegado. 
Até o Senado quer saber porque pênalti tão evidente foi sonegado. 
Vejam: se o pênalti fosse marcado e convertido o Grêmio estaria no momento em segundo lugar com 45 pontos. 
Um a mais do que o Palmeiras e sete atrás do líder Botafogo. 
As chances de título seriam, portando, de 15% ou mais.
Não cometam o pecado de dizer que este colunista está sendo repetitivo, sendo demasiadamente sistemático na crítica.
Não podemos nos calar, como quem consente. O árbitro e o pessoal periférico do VAR conhecerão a impunidade. 
Tomarão uma advertência, se muito, da funesta CBF. E em breve estarão de volta.
 É possível que o único castigo seja justamente esta lembrança sistemática do erro que cometeram.