Oi Hiltor, aqui é o teu leitor acíduo e fiel já de muitas olimpíadas e copas do mundo. Me mudei. Agora não moro mais em Brisbane pois vim morar na beira do mar aqui na Gold Coast.
Me perdoe o caro leitor Olavo Frölich mas essa tecnologia foi introduzida na Nova Zelândia -http://en.wikipedia.org/wiki/Alternative_wine_closure- e logo foi adotada pela Austrália onde existe a indústria vinícola mais criativa e moderna do mundo. Só para corroborar o que afirmo acima: foi aqui que se inventou espumante tinto (maravilhoso, por sinal. Produzido com o varietal Shiraz) e aqui se começou a produzir o Chardonnay “unwooded” como se diz por aqui (ou unoaked). É um Chardonnay fermentado em barril de aço inoxidável que previne o paladar final do vinho de ter qualquer traço de carvalho além de acentuar os gostos frutíferos (limão, pera e maçã), reduzir o tanino e emprestar à cepa um traço de pureza inigualável somente possível com essa tecnologia que hoje já é adotada por EUA, Alemanha, etc. Somente em vinho acima de AUS$100,00 ainda usam rolhas de cortiça e é somente por tradução, pois ainda não se sabe quanto tempo uma tampa de rolha pode conservar um vinho já que essa tecnologia é recente. É engraçado ver brasileiros chegarem aqui e criticarem o uso dessa tecnologia ANTES mesmo de provarem o vinho…
Na verdade, existem estudos feitos em 1970 (vide link acima) onde mostra-se claramente que as tampas de rosca são mais eficientes em manter o conteúdo hermeticamente isolado e isso, curiosamente chega a gerar um efeito oposto ao prejuízo que as rolhas podem ocasionar ao vinho (examinar oxygenation and reduction no link acima).
Grande abraço. Jorge Brown Segui
